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A ousadia pode ser muito bem recompensada no trabalho

04 de Fevereiro de 2014

A ousadia pode ser muito bem recompensada no trabalho

São Paulo - Em uma das paredes da sede do Facebook, em Nova York, está escrito, bem grande, proceed and be bold, algo como “prossiga e seja ousado”. A rede social criada pelo americano Mark Zuckerberg detectou que a ousadia é um valor tão importante para seu negócio que fez questão de incorporá-lo à sua cultura e disseminá-lo entre seus funcionários.
Além do quartel-general nova-iorquino, a frase está estampada em outros escritórios da empresa, inclusive na filial brasileira, em São Paulo. Mas há outros lemas que combinam com ousadia, como “fracasse duramente” (fail harder) e “movimente-se rápido” (move fast).
O que o Facebook quer, assim como várias empresas, é disseminar para seus profissionais uma mentalidade de trabalho inovadora e corajosa, fundamental para obter sucesso em mercados que passam por muitas e rápidas mudanças.
“Quando as empresas pedem ousadia, elas querem, na verdade, profissionais comprometidos com os objetivos da corporação”, afirma Mireia Las Heras, professora de desenvolvimento profissional da escola espanhola de negócios Iese.
Em uma pesquisa feita no ano passado pela empresa de treinamento corporativo LAB SSJ, de São Paulo, com 159 líderes de 32 companhias brasileiras e multinacionais, a capacidade de assumir riscos, uma das características centrais da ousadia, ficou em terceiro lugar — as duas primeiras estão ligadas à comunicação.
“Como o mercado está muito aquecido, com uma guerra por bons profissionais, este é um bom momento para ousar na carreira”, diz Mauro Mercadante, diretor de projetos de desenvolvimento do LAB SSJ. “Aquele que demonstra estar aberto e disponível é visto com bons olhos e certamente terá uma boa oportunidade.”
As empresas valorizam profissionais que se arriscam, aceitam o novo e enfrentam mudanças. Não apenas porque essas pessoas ajudam a corporação a resolver problemas, mas porque elas mostram que sempre estarão prontas para passar por transformações e para arriscar.
“Se o profissional demonstra naturalmente que está disposto a mudar, a organização sabe que ele poderá ajudá-la a chegar a resultados melhores”, afirma Clara Linhares, professora de gestão de pessoas da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais.
Por isso, profissionais que aceitam uma expatriação, por exemplo, tendem a crescer mais rápido na companhia. Eles demonstram a seus chefes e pares que estão dispostos a encarar desafios em contextos diferentes e que conseguem arriscar.